Magra
Moça
Pernas de pinça
Alta
Corpo de lança
Magra
Olhos de corça
Leve
Toda cortiça
Passa
Como que nua
Calma
Finge que voa
Brasa
Chama na areia
Bela
Como eu queria
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama
Segue
Enquanto suspiro
Toda
Cor de tempero
Cheira
Um cheiro tão raro
Clara
Cura o escuro
Ela
Braços de linha
Dengo
Cheio de manha
Durmo
E peço que venha
Acordo
E sonho que é minha
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela
Lenine
Eu nunca escondi a minha paixão por música e tattoo. Vasculando o novo site de Lenine encontrei a foto de uma orquidéa linda que certamente irá enfeitar o meu corpo. No momento estamos numa fase de paquera, para quem gosta de tatuagem esse momento é o mais importante e decisivo. O segundo passo é conversar com o tatuador, para saber o que ele acha do desenho e o terceiro já não tem mais volta e sentar na cadeira, relaxar e tatuar. Adoro…
Segunda-feira (27) nasceu Ana Beatriz, filha da Preta e personagem de um dos primeiros posts desse blog, que diga-se de passagem, anda muito desatualizado graças a um mone de coisa que não convem relatar aqui…Prometo que vou atualizar com mais frequência.
Bjos e boa madruga…
É impressionante como um simples animal de estimação pode mudar a nossa vida. Não existe nada melhor voltar para casa e ver Bebel pulando em cima de mim, correndo, com a bolinha na boca. É lindo e recompensa todo o trabalho que uma cadelinha pode dar num apartamento.
Bebel é uma beagle linda de três meses e meio.
Tricolor, igual a mim.
Temperamental igual a mim.
Manhosa igual a mim.
Minha filhota, minha cria, meu bebê!
Só hoje a minha ficha caiu. Aperto no peito, nó na garganta, só sabe o que é isso quem já passou e quem divide esse momento junto comigo. Mas é isso aí…o maior consolo é ter a certeza que um dia a gente vai se encontrar.
Saudades da Minha Amiga. O que resta é a saudade deste dia, quando comemoramos o aniversário dela. Dia MUITO feliz….
É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora, cedo demais
Quando eu lhe dizia: - me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse: - eu gosto de você também
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
dia de chuva, dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer
- Vai com os anjos, vai em paz
Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade
Até a próxima vez, é tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você e de tanta gente
Que se foi cedo demais
E cedo demais eu aprendi a ter tudo que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto eu não sei dizer
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano o verão acabou
Cedo demais.
Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca.
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode.
E aí passa a maior gostosa na rua e ele lá, idolatrando meu nariz. E aí o celular dele toca e ele, putz, perdeu a ligação porque demorou trinta mil horas pra desvencilhar os dedos do meu cabelo. Com tanto potencial pra me dar uns tapas, o moço adora me fazer carinho com a ponta dos dedos.
Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho.
Trecho do texto - O Mau Elemento de Tati Bernardi
Ultimamente eu ando tão contemplativa (existe essa palavra?). Gosto de ir para o trabalho ouvindo o meu mp4 e vendo as belezas da minha cidade. É tão bonito passar pela rua da Aurora no fim de tarde e ver o sol se pondo no Rio Capibaribe e iluminando as pontes do Recife. Depois passar pelo Marco Zero, onde tudo começou, e ver o Parque das esculturas, as crianças brincando, sentir o vento no rosto e contemplar as cores do Recife…Ai, ai…Como o recife é lindo. Queria deixar claro que eu amo minha cidade, mas não sou bairrista, viu? Existem cidades tão bonitas quanto a minha!
Ontem fui acompanhar as obras do Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. A construção está de vento em polpa! Não tinha noção do tamanho que seria o parque. E outra coisa… Para o pessoal que trabalha na obra: o Prefeito instalou uma câmera e acompanha o andamento da obra 24h do gabinete dele, viu? Por favor, não vacilem e prestem atenção no serviço! JP está igual a escoteiro…sempre alerta!
Essa música é linda.
É mais ou menos assim: A gente escuta, fica feliz e o coração fica cheio…de SAUDADE.
Boa semana para todo mundo!!!
Primavera
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra
O meu amor sozinho
É assim como um jardim sem flor
Só queria poder ir dizer a ela
Como é triste se sentir saudade
É que eu gosto tanto dela
Que é capaz dela gostar de mim
E acontece que eu estou mais longe dela
Que da estrela a reluzir na tarde
Estrela, eu lhe diria
Desce à terra, o amor existe
E a poesia só espera ver
Nascer a primavera
Para não morrer
Não há amor sozinho
É juntinho que ele fica bom
Eu queria dar-lhe todo o meu carinho
Eu queria ter felicidade
É que o meu amor é tanto
Um encanto que não tem mais fim
E no entanto ele nem sabe que isso existe
É tão triste se sentir saudade
Amor, eu lhe direi
Amor que eu tanto procurei
Ah, quem me dera eu pudesse ser
A tua primavera
E depois morrer
Hoje eu acordei com essa música na cabeça…Não sei porque…
“Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz”
Quase um segundo- Cazuza
Ah… o bebezinho da Preta é uma menininha. Vai ser gaga e tremer igual a ela!!! Coisa mais linda…
Depois de um São João regado a cachorro-quente sentada no meio-fio, batata frita engordurada e muito refrigerante eu voltei e desta vez para ficar! Trabalhei todo o período junino e pude encontrar pessoas que adoro, conhecer mais um monte de gente legal e trabalhar com pessoas maravilhosas que cuidaram de mim. Embora eu não goste muito de São João, conheci um monte de banda nova também, umas muito boas, outras péssimas, mas faz parte do trabalho árduo de uma jornalista.
Mudando de pau para cacete…Essa semana me bateu novamente a vontade de ter uma livraria, com um café bem simpático e happy hours com shows de chorinho, mpb, jazz e blá blá blá… De preferência perto da praia e com amigos visitando com freqüência!!! Alguém quer ser meu sócio? Entra com o capital e eu com a boa vontade para trabalhar?
Bjos
Existem coisas na vida que é melhor esquecer porque assim a gente sofre menos. Só o tempo (aquele senhor da razão) ajuda a apagar lembranças boas e ruins, por isso que quando alguém me pergunta sobre algum assunto que não quero falar eu respondo: não lembro de nada…
Ah…Li esse texto de Tati Bernardi e adorei….Achei a minha cara….Quando eu crescer quero escrever igual a ela!
Bjos e bom final de semana
Eu não sou cachorro (de Pavlov) não
Se meu coração não se emociona mais, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali.
Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali?
Não te amo mais, queria dizer a ele, pela primeira vez, sem esperar que ele sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse com o dia em que eu não o amasse mais. Mas justamente porque eu não o amo mais, nem quero mais que ele sofra. Aliás, não quero mais nada. Só ir embora.
Eu só queria ir embora. Então, por que eu simplesmente não ia embora? Por que eu continuava obedecendo os comandos do meu ex-dono, sendo que ele não é mais dono nem do meu dedinho do pé que tem a unha mais curta?
Claro que sobrou um carinho, uma amizade, uma graça. O mesmo que tenho pelo resto da humanidade que julgo digno de alguns minutos do meu tempo. Mas tudo aquilo, meu Deus, tudo aquilo que era maior do que eu mesma, maior do que o mundo, que me soterrava, que me transportava pra outra realidade, que fazia meu corpo inteiro doer tanto de tanto sangue inchado que passava por ele, tudo aquilo, nossa, acabou. Já era. Então, por quê? Porque eu não dizia simplesmente que tinha ido lá rapidinho pra saber como estavam as coisas, coisas que amigos fazem, e vazava? Por que raios eu não ia embora?
Quero namorar esse homem? Não. Quero casar, ter filhos, envelhecer ao lado dele? Não mais. Nunca mais. Quero transar com ele, ainda que daquele jeito errado em que minha solidão procura um abraço e a solidão dele procura uma sacanagem? Não. Nem a pau. Quero reviver uma memória pra me sentir viva, emprestar uma alegria pura do passado? Não, tô fora de continuar sempre no mesmo lugar, me roubando minhas próprias histórias.
Quero lamentar a falta de um beijo inteiro, um abraço de verdade, um carinho sem medo e uma atenção entregue sem nenhum egoísmo? Não. Não quero mais mudar ou fantasiar ninguém. Deixa o mundo ser como é. Deixa ele ser como ele é.
O que eu queria, que era jogar uma conversa fora com uma pessoa que me conhece tão bem e que eu conheço tão bem e essas coisas, eu já tinha conseguido. Matar o tempo, rir da alma. E só. Coisa de no máximo uma hora, ou duas se eu pudesse beber vinho. Eu já podia ir embora. Mas não conseguia. Por quê?
Quando ele finalmente parou de falar e querer coisas como uma criança de cinco anos que ta pouco se lixando se você tem ou não como lhe dar aquelas coisas e se lhe dar aquelas coisas vai ou não complicar sua vida, o silêncio me contou um segredo que há muito tempo eu já desconfiava: a mente é burra.
Minha mente é burra. Quando minha mãe grita, mesmo ela sendo uma senhorinha fofa e eu tendo o dobro do tamanho dela, sinto um medo absurdo, como se eu ainda fosse aquele menininha de maria-chiquinha. É o sininho do Pavlov, que fazia o cachorro babar por comida mesmo que não estivesse mais com fome. A mente é automática, viciada, comandada, acostumada, burra.
Quando entro no avião pra ir pro Rio de Janeiro, mesmo eu tendo quase trinta anos nas costas e milhas de graça pra ir pra Nova Zelândia de tanto que já fui ao Rio, minha mente está congelada na menina de maria-chiquinha, que tinha medo de ficar longe da mãe, ainda que morresse de medo dos gritos dela. E de novo sinto um medo filho da puta.
E é por isso que quando ele, a pessoa que eu mais amei no mundo pois amei sem os bloqueios e sem a amargura que veio depois de tanto amor, me pede pra ficar, eu fico. Se alguma química idiota do meu cérebro obedeceu aquela voz por anos, por que haveria de parar de obedecer agora só porque o resto todo do corpo já não sente mais nada?
Mas ontem, quando finalmente peguei minha bolsa e fui embora e senti um alivio imenso de sair dali, eu combinei com a minha mente que ela não manda mais porra nenhuma. Chega de ser comandada pela parte mais “xucra” e sem alma da minha existência. Chega.
Quem manda aqui é o mesmo peito que me jogou pra fora daquela casa e daquela situação que sempre só me fez tanto mal e só me levou coisas tão bonitas.
Não quero mais as minhas repetições seguras e infelizes. Ainda que encarar um coração vazio seja mais assustador do que mãe brava, cidades estranhas e amores eternos que acabam.




